Bailarina | Bang Bang Escrevi

Bailarina

8 de abr de 2010
Parou, respirou, entrou
O holofote nela focou
A platéia se silenciou.
Começou a dançar
Como uma pena
Que flutuava no ar.

Os movimentos seguiam
Como as batidas do coração
O ritmo aumentava
Junto com a tensão.
Sem errar
Terminou sua apresentação.

Na platéia alguém dizia:
- Essas mulheres eu respeito
Vou contar por que
Só não digas que eu minto
Sem saber.
São batalhadoras, verdadeiras guerreiras.
São mulheres como as outras
Que tem sonhos e desejos.
Não são poucas às vezes 
Que os pés machucados ficam
De tanto esforço que elas fazem.
Às vezes dos olhos uma lagrima há de rolar
Por que tem dias que mal podem caminhar.
Sim, são elas dançarinas
As solitárias bailarinas.

Essas mulheres eu respeito
Porque vivem da dor
E dançam por amor.
É pouco o reconhecimento
Mas expressam sentimento
Por aquilo que fazem.
Sim, são essas mulheres que eu respeito
Pela perfeição dos movimentos
Pela magia dos momentos.
Por sua expressão
Esquecem do mundo, dentro de uma apresentação.
E o show sempre tem que continuar
Parou, respirou, entrou
O holofote nela focou
A platéia se silenciou
Começou a dançar
Como uma pena
Que flutuava no ar.

Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

Comentários
1 Comentários
Um comentário:
  1. Nem preciso dizer o quanto esse poema significa pra mim né? Eu te amo Best.
    Ingrid **

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