Julho 2010 | Bang Bang Escrevi

Enigma

20 de jul de 2010
Instintos a flor da pele
Sorriso sincero
Os homens ficam a desejar
E os olhares te acompanham onde quer que vá
Caminhar sedutor
Passo após passo avassalador.
Menina hora mulher,
Mas que sempre sabe o que quer.
A contradição de inocência e malícia.
Aquilo que você quer, ela não
E quando quiser,
Mesmo quem não quer,
Não irá resistir ao seu jeito de mulher.
Você pode desistir
Ou morrer tentando resistir.
Basta um momento você vacilar
Para ela te conquistar.
Naquele sorriso, olhar, jeito de andar
Ou até mesmo no modo de pensar.
Parece lenda, rumor ou mito?
Não se iluda meu amigo.
Essa mulher existe
Se você perceber que em você ocorre um incêndio
Ele se originou de uma faísca
Jóia rara
Pedra de ouro maciça.
Seu nome:
Um segredo.

Veludo

15 de jul de 2010
Ei jovem moça, encontro-me agora aqui, nas proximidades da sua cansada respiração ofegante, pedindo, suspirando querendo mais alguns momentos, essa agonia, esse medo, esses novos horizontes, seu corpo despido e meus cabelos em suas mãos, jovem, jovem, Ninfa! Cuidado com seus desejos, eles podem propositalmente se realizar, posso voltar a te acariciar, tocar-te. Beijar-te e morder-te, trocar o escorregar das mãos por saliva e deliciar-me em seu corpo, medir cada declive e acabar em vales de néctar. Posso mostrar-me insaciável e sedento, posso ser curioso igual criança e descobrir todos os seus sabores e querer brincar com todos os seus brinquedos, gabo-me com tão pouca experiência, e tão defasada, mas a suficiente para te fazer tremer, deixar seu quadril incontrolável que mais parece querer fugir do que se arriscar a ficar. Tontear-te enquanto morde os lábios e rompe o silêncio que nos cerca com gemidos e inspirações entre dentes inundadas de prazer.
Enquanto o veludo dos meus lençóis são amarrotados e o seu corpo se arrepia, voltar-te com minhas mãos frias as tuas curvas e deixar-te em paz para que possa se recompor  e voltar para sua vida monótona e cheia de rotinas ansiando retornar para dizer entre suspiros que comigo o tempo cria assas e que esquece o mundo. Sou um paralelo, uma fuga.

Sons

13 de jul de 2010
Como uma música, livre sendo reproduzida pelo ar, invadindo ouvidos, tocando mentes, sintonizada e me sintonizando onde você estava. Por parecer, solene e inofensiva, cheia de acordes, versos e rimas que ao tilintar das cordas, enfeitiçava.
Música, de momentos e cada momento recheado de amor, dúvida ou felicidade, que por incrível que pareça, eram tão duradouros quanto a letra, ah! A sua letra, que insistia em ficar na memória... Indo, voltando, tornando a ir e permanecendo de vez, depois de me arrancar o sossego de uma noite de sono.
Quantas vezes não pensei, e tão poucas as que desejei; as suas notas preenchendo as lacunas da minha partitura, o seu ritmo no compasso das batidas do meu coração e os seus sons no pé do meu ouvido, assim, e simplesmente assim insistindo em me transformar em um instrumento solo qualquer, que espera o maestro para começar seu espetáculo.

Sorrir, crescer e mudar

9 de jul de 2010
Um dia, uma noite,
Um olhar, um momento.
Um pouco de juízo pra ficar atento.
Balançar, estancar sentimento.

Morena, seduziu, cresceu.
Viveu, brincou, sofreu.
Apareceu, conquistou, eu.
Eu, você, você, eu. Eu. Eu.

Me confundiu, tentei fazer ficar, partiu,
superou, venceu, sorriu
cresceu, creceu, cresceu.
Venceu, venceu, venceu.

Esqueceu e abandonou o pior.
Seduz, vive melhor.
Hoje sorri pra quem quer
Virou mulher.
 
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