Um brado de coragem. | Bang Bang Escrevi

Um brado de coragem.

9 de abr de 2011
Olá caros amigos,
é com um enorme pesar que venho até aqui. Há muito tempo que não publico nada, e esta não será a última vez.

Essa semana o Brasil acordou mais triste e junto com ele, minha - nossa - São Paulo também. Nos prédios símbolos dessa cidade, eu vi bandeiras a meio mastro, repousadas e inertes perante o vento, como se estivessem com a cabeça baixa, com vergonha de não poderem ostentar a responsabilidade de serem bandeiras. Envergonhadas com o que vem acontecendo, as bandeiras, permitiram-se desbotarem.

Da bandeira do Brasil, o verde da natureza parece um verde-oliva representando a natureza morta e envelhecida, o amarelo já perdeu seu humor característico e não demonstra ser mais tão feliz, o azul pouco parece representar o mar e sim a vida que foi deixada para trás, poluída. Da de São Paulo, o branco escureceu-se e o preto clareou-se, e agora, ambas parecem cinza, algo turvo, a justiça vendada. O amarelo e o azul seguiram o mesmo exemplo da bandeira da nação e o vermelho ainda segue vivo, mas não vivo como deveria ser e sim vivo por ser uma poça de sangue, da qual toda violência se orgulha.

É tão duro escrever aqui, quanto é para quem perdeu seus filhos perante a essa Pátria negligente, que agora lamenta, mas que não protegeu quando deveria e desprotegidos irão continuar. A nação que nunca aprende e que se conforma. Essa antipatia doentia e imutável que habita nos corações alheios turvaram a visão da sociedade, esse condicionamento que os fazem esquecer tudo o que acontece quando desfrutam dos seus míseros prazeres fúteis, não seria, um prazer maior, desfrutar da paz? E se a paz ainda é um bem inalcançável, a paz de espírito por estar fazendo algo já não é o suficiente? Claro que não, não é sociedade? A paz de espírito não alimenta os bolsos e sim a alma.

Quando a nação vai acordar e perceber que proteger a juventude é proteger o futuro? Estão constantemente esfaqueando o pé de qualquer sociedade, estão ferindo os pés que irão mover a nação. É dessa antipatia que me indigno, mas esse é o problema, a imobilidade. Essa indignação pessoal aplicada a um pronome pessoal de 1ª pessoa do singular nada pode fazer, nada além de expor a sua imparcialidade, nada além de ser ímpar.



Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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