Maio 2011 | Bang Bang Escrevi

Na falta de uma descrição

25 de mai de 2011
De todas as qualidades sou também os defeitos.
E mesmo assim me aceito.
Porque de imediato não posso mudar
e se tem algo a dizer é melhor falar.
Não é porque você quer que vou te tolerar
e odeio rimar com ar.
Porque ar é o que respiro.
E respirar é estar vivo,
vivo em sim, cientificamente falando,
mas a ciência do viver é inconsciente.
Só me sinto mesmo vivo ao escrever.
Porque pra mim ai está
na história, nas histórias,
nas minhas histórias
o viver e o morrer.
Histórias são fatos.
E uma história não escrita
é só um boato.

Menina, minha menina

23 de mai de 2011
Amo quando seus cabelos se espalham pelo meu travesseiro e você fica me olhando esperando que eu diga algo, faça algo, mas não faço e nem digo, fico parado olhando e pensando no quão importante você é pra mim. 
Ah! Esse amor que ainda me surpreende, às vezes quando o fim parece ser a única opção e o medo bate a porta fazendo seu interrogatório como se fossemos marginais, perguntando o porquê de toda essa situação? Inundando-nos de dúvidas e incertezas. O amor é um ângulo agudo e seu complemento é o medo. Medo de que a sensação de vazio retorne que não tenha ninguém esperando ou de que a pessoa que não tem obrigação de te ouvir quando seu mundo está um caos se vá. 
As pessoas no geral demoram um tempo para perceber o quanto a pessoa que amamos é importante. Hoje, mais do que nunca, eu sei o quanto você é importante e o valor de cada coisa que sacrificou para ficar ao meu lado, de como às vezes fui egoísta e deixei você esperando por algo que não fiz, das vezes que não falei o que realmente estava acontecendo, de como ultrapassei os limites sendo levado por desejos, mesmo sabendo que tudo que eu precisava estava diante dos meus olhos, e sempre esteve.
Digo, sinto muito. Mas o amor também é uma constante mudança, “ele está sempre se pondo” e nunca é tarde demais para mudar. Agradeço por ter você do meu lado, e por às vezes só você me entender. E mesmo em conflito e escrevendo uma série de repetições aqui, escrever é a melhor forma que tenho pra dizer que te amo.

Resenha: O vendedor de Armas, Hugh Laurie

20 de mai de 2011

Por um mundo melhor

Com senso de humor super aguçado Thomas Lang enfrenta uma série de situações onde seu monólogo interno narra toda a história. Muitas dessas situações, às vezes são mais cômicas do que tragédias, mesmo quando a bala come solta e algumas pessoas morrem.
O vendedor de armas é algo que parece ser, mas na verdade não é. Nada de heróis, Lang não pode ser considerado um pelo menos, afinal ele não tem super poderes, e nem símbolos que aparecem no céu ou telefones vermelhos que tocam, o que não o afasta da capacidade de fazer você se divertir durante a leitura. Nada de mulheres perigosas também como diz a sinopse, muito mais confusão e carência do que qualquer outra coisa.
Mais do que ver o personagem encrencado é vê-lo pensando durante toda a trama, ele é intrigante, é como ver o Dr. House tentando dar um diagnóstico. A velocidade de seu pensamento é suprema e tudo isso se dá ao fato de ele ser na verdade um excelente observador, que lê facilmente as pessoas e tem respostas prontas para perguntas que nem sequer as pessoas pensaram em fazer.
Hugh acertou no estilo e no tema, a sociedade é um circulo vicioso e não adianta aparecerem pessoas que queiram fazer a diferença, um lado da moeda sempre arrecadará mais lucros do que o outro, independente do que as pessoas fizerem. Quem realmente lucra pouco se importa com os resultados de suas ações, deixando a sociedade simplesmente de lado.
O vendedor de armas, mais do que um livro, é uma lição – além de ser um manual de táticas militares e autodefesa – onde o leitor futuramente, na vida real, poderá escolher entre ser a pessoa que luta a que deixa de lutar ou a que nem quer saber de dar as caras em um confronto.

Manual

13 de mai de 2011
Ei! devagar!
Não fica com medo,
assim você não aproveita,
eu não aproveito.
Vai com calma.
Por que a pressa?
Curte o momento,
aperta, abraça e puxa o cabelo.
Morde.
Calma, respira.
Sobe, desce a mão.
Não abre nem fecha demais
deixa encaixar sozinho,
deixa sintonizar.
Fecha os olhos,
mas não para,
continua a me beijar.

Mãe sinônimo de amor

8 de mai de 2011
Mãe é amor dor e carinho.
A espera, a ansiedade
é  flor sem espinho
é amiga sem maldade.

Mãe é companhia pra toda hora,
refugio para chorar
abraço sem demora,
amor sem ter que pagar.

Mãe não desiste
mesmo quando o filho indecente agride
o seu supremo amor
pensando que já é grande o suficiente.

Mãe é mãe e não importa a origem.
Humano ou animal,
adotado ou primogênito
a cria defende até o final

Porque mãe é amor,
amor infinito.
E de sangue e suor
faz para seu filho o melhor.
 
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