Agosto 2011 | Bang Bang Escrevi

Resenha: Starbucked, Taylor Clark

16 de ago de 2011
A Febre Starbucks - Taylor Clark

O livro em si relata um reinado, como a empresa mais rica de expressos se ergueu vendendo apenas café e latte. 


A história foi dividida em duas partes a primeira trata da ascensão do reinado, o ponto de vista do autor torna a empreitada em uma aventura, algo realmente digno da realeza, mostrando todos os envolvidos desde a primeira xícara de expresso. A segunda, por sua vez, é totalmente contrária e faz o leitor pensar em quão ético é tomar o café de luxo oferecido pela Starbucks. 

Esse ponto de vista comparativo é sempre usado em relatos, quando a história ronda em torno de grandes varejistas, principalmente as que atuam no ramo dos alimentícios, como o Mcdonald’s e a Coca-cola ou no ramo de hipermercados como a gigante Wal-mart. 

A história começa relatando o contexto social em que a Starbucks surgiu, quando os conglomerados do café se importavam apenas com os lucros e o café era deplorável. Conta a origem do nome, das medidas e o porquê de usarem uma sereia em seu logotipo. Acompanhando a história o livro é recheado de conceitos administrativos relacionados à sua expansão e dominação do mercado até sua fixação no cenário mundial como maior varejista do ramo.

A segunda parte conta a relação da Starbucks com seus funcionários, fornecedores e concorrentes. O autor busca principalmente despertar no leitor a pérola da dúvida. Fazendo ele se auto questionar no balcão da Starbucks se comprar o café é a melhor forma de sentir prazer ao consumir a cafeína. Trata o direitos dos funcionários, o mal pagamento do fornecedores e principalmente a estratégia que esmaga os concorrentes, aí principalmente, dá para perceber uma indignação do autor. 

O livro traz um debate, um pouco, paralelo a tudo esses questionamentos, principalmente relacionado à substância que causa a dependência na bebida, a cafeína. E porque ela é tão apreciada no mundo e como depois da nicotina se tornou uma das grandes drogas legais ainda existentes.

O autor encerra o livro tratando a empresa como uma grande locomotiva sem freio, que pode se expandir continuadamente sem ser interrompida e no que isso afetará a sociedade. A verdade é que o livro trata do amor e devoção que a Starbucks tem de seus clientes e como independente de qualquer ação, sua ou de qualquer outra pessoa, uma vidraça quebrada jamais poderá deter o poder que a corporação possui.
 
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