Saudade de quem nunca vimos. | Bang Bang Escrevi

Saudade de quem nunca vimos.

5 de fev de 2012
Sinto falta da Isabella. A sensação de uma distância maior entre a gente faz com que a saudade também o seja. Isso só prova que a distância também é relativa, assim como o tempo e que tudo depende de quem a sente. 
Mas como sentir a distância? De duas formas, a primeira, deve ser interpretada subjetivamente bastando assim analisar o “tamanho” do coração e quanto menor ele estiver maior é a saudade, sim, inversamente proporcional; e a segunda, é necessariamente, um gatilho à primeira. É só ter a pessoa em mente e lembrar o quão longe ela está.
De fato o onde não justifica o como, já que sinto a saudade no peito, no coração. Mas quando paro para raciocinar a falta é sentida pelo exterior. A saudade não vem como uma pessoa completa batendo à porta e dizendo “olá”, ela vem em pequenos fragmentos, vem como a falta do abraço, do beijo, da companhia, do cheiro, das conversas etc. O que torna tudo isso controverso, porque nunca vi nem toquei a Isabella. Somos como amigos imaginários um do outro. Se não existisse a vã referência virtual, o que de certo modo, implica ainda mais em algo irreal, não teríamos como provar, que de fato, existimos no mundo exterior e seríamos motivo de piadas entre os amigos. 
E o que torna o contraponto ainda mais interessante é que possuímos apelidos de estórias imaginadas por outras pessoas. Ela me chama de Peter, aquele mesmo, da Terra do Nunca e eu chamo-a de Tinker (Sininho), sim, a da mesma Terra ou de Poulain do filme de Destinos Fabulosos.
Basicamente essa é uma parte da teoria: Saudade de quem nunca (ainda não) vimos.

Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

Comentários
0 Comentários
Deixe seu comentário
Postar um comentário

 
Bang Bang Escrevi | Todo conteúdo está sob a proteção da licença Creative Commons 3.0.