04/12 | Bang Bang Escrevi

04/12

30 de mar de 2012
E o menino navegava em um oceano de desconhecidos. Não se sentia em casa e não tinha uma para voltar. Tinha a companhia da fiel e bagunceira cachorrinha e nada mais. Ainda assim, tinha algo, ao invés de nada. E só restava navegar por mares de emoções que não sentia e encontrar pessoas que não procurava. Sentia-se só, incompleto. Não no sentido amoroso, mas só no sentido interpessoal, onde já se é só por natureza. Era isso que clamava dentro dele: "natureza" e ecoava e ecoava. Buscava atiçar os instintos selvagens que possuímos e se arriscar, mesmo que o único destino fosse uma morte prematura. Queria existir. E nessa selva de pedra não era possível com tantas distrações e preocupações que não são necessárias, com todos esses vícios terrenos e necessidades artificiais nunca seria capaz. Ele era menos do que todas essas coisas e, ao meu ver, infinitamente maior. 
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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