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Poltrona

25 de jun de 2012
Éramos ex-namorados e há tempos não nos víamos, nos encontramos por acaso no shopping enquanto ele saia do cinema e eu olhava roupas. O convite para ir a casa dele foi inevitável e eu como não tinha nada a perder, aceitei. Jogávamos conversa fora sobre os bons tempos. Ele havia se mudado, morava agora em um apartamento em cima de um comércio no centro de São Paulo.
Era penumbre, decorado com um papel de parede da década de oitenta e iluminado com poucos abajures de canto, não havia iluminação central. Tinham poucos móveis. O costume de dormir no chão permanecia e o colchão pousava estirado sobre o chão de tacos e ao seu lado uma poltrona daquelas antigas com estofamento vermelho. Ofereceu-me Lambrusco e me surpreendi que ainda lembrasse os meus gostos. Aceitei e falávamos ao parapeito enquanto olhávamos para a imensidão nublada do céu da cidade. 
Não mudara muito, continuava com o cabelo e a barba por fazer. Instiguei que tinha emagrecido e respondeu que era por causa do cigarro, mas não perguntei desde quando. As horas se prolongavam e eu comecei a ficar animada por causa do álcool e ele só ria de mim. Compliquei-me com um tapete e quase caí, quando fui amparada pelos seus braços. Não sou daquelas de beber e perder a consciência e confesso a essa altura que a luz, o colchão e aquela barba já tinham me deixado excitada. Aproveitei o momento e beije-o.
Alguma coisa tinha mudado e ele não era mais o homem tímido que eu tinha conhecido, estava confiante. Levou-me delicadamente pelo cotovelo até a cama. Deitou-me e despiu-me olhando cada parte do meu corpo. Arrastou a poltrona e a prostrou de frente pra cama e ficou me olhando, fiquei envergonhada, mas não disse nada. De repente me pediu doce, mas viril que me masturbasse. Tomei um susto de imediato, mas a ideia de fazer isso olhando pra ele sentado na minha frente me deixou louca e comecei a me tocar. Nunca gostei de masturbação por achar frio. Hoje não tinha nada a perder. 
Passou-se um tempo em que estava me recreando ele levantou. Perguntei aonde ia e me respondeu apenas que continuasse. Demorou alguns poucos minutos e voltou trazendo uma tira de cetim e um recipiente que continha óleo para massagem. Pediu que sentasse e quando o fiz veio por traz de mim e vendou-me. Deitou-me e foi para perto das minhas pernas. 
Esfreguei o óleo em minhas mãos para aquecê-las e comecei a acariciar sua barriga, como ela estava linda desde a última vez que eu a vi. Estava uma mulher feita. Subi para seus seios e escorregava minhas mãos sobre eles e sentia ela se arrepiar, descia novamente e ia para as virilhas e subia. Que imagem perfeita. Ela deitada ali submissa, sem saber pelo o que esperar. Untei mais a minha mão e fui brincar com seus lábios maiores passando o dedo entre eles e os menores repetidas vezes. Pressionava, apertei o clitóris e fazendo movimentos circulares leves, com o peso de uma pena, e continuadamente. Introduzi um dedo e acariciava sua vagina por dentro. Ela se contorcia na cama, mordia os lábios, gemia. 
Deus do céu o que esse homem estava fazendo comigo? Eu me perguntava, não tinha coragem de falar nada e não tinha tempo, toda vez que pensava em algo para dizer me vinha aquela sensação de me perder no tempo e espaço. Estava entregue e ele poderia fazer o que quisesse. 
Voltei a brincar com seus seios, para lhe dar tempo de se recuperar e fui com a boca ao bico do seu peito, dando leves mordidas de um para o outro e do outro para o um. Desci beijando sua barriga indo direto as virilhas, como as adoro e sei que as deixam impacientes esperando serem logo devoradas. Não me apressei e brinquei o quanto pude ali, até finalmente ir lamber toda a extremidade da sua vagina, ia de baixo para cima, pegava o clitóris e fazia pressão com os lábios e a língua, descia e introduzia a língua quente nela que se revirava na cama. Acompanhei por um tempo seus movimentos de quadril até um gemido sufocante aparecer e ela descer exausta ao encontro do lençol.
Ela sorria e não era para mim ou qualquer coisa ali dentro. Era interiormente, sorria para si. Ofereci-lhe água, mas tive a impressão de que ela não teria me escutado. Sentei na poltrona e fiquei observando a beleza da mulher que contraiu seus músculos e tinha alguns movimentos de reflexo nas pernas. Demorou um tempo e voltou a si.
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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