Resenha | O Anjo, Ricardo Reys | Bang Bang Escrevi

Resenha | O Anjo, Ricardo Reys

29 de ago de 2013
Autor: Ricardo Reys
I.S.B.N.: 9788566031287
Altura: 21 cm.
Largura: 14 cm.
Profundidade: 1 cm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1 / 2013
Idioma : Português
Número de Paginas : 196
Editora: Verve
Avaliação:

Essa sem dúvida é a resenha mais sangrenta que o blog já teve. Por que? Porque só existem sete no mundo e são os mais mortíferos espiões que existem. Acima de qualquer lei ou fronteira eles são chamados de anjos.
Antes de começar a resenha você precisa entender duas coisas... A primeira é de que o livro usa muito dos recursos de roteiro e cinema então quando você ver esse simbolo "/" significa que a ação acabou, foi interrompida abruptamente; segundo, não existe regras, nem governos. Só o caos prevalece.
O livro já começa tenso a introdução é fantástica olha só um trechinho:
E então eles vieram. Suas roupas negras escondem seus pecados, terminando na capa caída até o chão, tal como assas recolhidas prestes a se abrirem. As mesmas que os fazem levantar voo, cruzando a fronteira das trevas enquanto munidos com sua espada; esta que nada mais é do que o revólver prateado que levam na cintura. Eles não têm nomes, sendo conhecidos por seus atos, e não pelo que são. Ninguém nunca os viu, exceto quem já está morto.
Depois disso tem  assassinatos, perseguições e/
Gabriel é o anjo que seguiremos durante a história e que está bem distante da ação inicial do livro, ele acaba de reencontrar a filha e começa uma nova vida abandonando a agência e se dedicando a ser pai, isso é o coração do livro. A luta de um pai, que foge de espiões e tenta manter a filha segura e longe da sua antiga vida. Gabriel está no Canadá, em meio a neve é descoberto pela agência que manda Lotus - a melhor personagem do livro, que rouba a cena em diversos momentos -, para reintegrar Gabriel ao serviço, agora ele tem que abandonar a filha e voltar a ação, ou ser demitido/morto.

Como todo bom livro de espionagem existem os dois lados da moeda o bom, os anjos e o mau, a organização Fogo Azul, cujo nome do líder é Lúcifer e que também é financiada por outra organização maior, a EVE. E eles acabaram de roubar um item que todos acreditaram estar destruído, o Ditêrium, um poderoso vírus biológico. E aqui é onde o livro peca, o primeiro encontro com os inimigos é no Briefing da missão que será dada a Gabriel, devido ele ter relações com o Bando de um dos integrantes que participaram do roubo, Jaime Zorkas. O Briefing é extremamente rápido, como todo o livro, e você acaba esquecendo alguns personagens durante as emoções do livro e tem que voltar pra lembrar quem são ou eu que sou péssimo com nomes e fisionomias.

Daí a história se desenrola que é uma delícia, surgem mulheres, carros, luxo e armas, muitas armas. O livro é tão empolgante que é possível lê-lo em um dia, os fatos transcorrem feito água e sangue. Sobre a Lotus, ela é super-divertida pra ser uma espiã, ou aspirante a tal. E o que mais me impressionou no livro são os flashbacks que Gabriel tem e lembra de momentos com a filha, totalmente inesperado. O clímax é tenaz e surpreendente e pra criticar James Bond, o livro é cheio de ironia e sagacidade, coisa que os filmes com o Daniel Craig vêm perdendo.
Então, se você gosta de um bom livro sobre espiões, com traições e diversas cenas de ação no maior estilo John McClane, então O Anjo, do amigo Ricardo Reys é a pedida certa e casou com o relançamento de três livros de Ian Fleming, um dos grandes nomes por trás de 007.

Sinopse

Há sete deles. São os melhores, os mais completos, os mais mortíferos. Todos com nomes de anjos, todos juízes do céu e do inferno, que punem com a morte aqueles que a paz ameaçam. E numa fria manhã no Canadá, Anjo Gabriel vê-se obrigado a deixar a filha, que acabou de conhecer, bem como a vida de pai que acabara de abraçar, a fim de partir na mais perigosa missão que já lhe foi dada. Justamente aquela que ele nunca conseguiu completar. Perseguições em alta velocidade, tiroteios incessantes, romance, drama e suspense numa sedutora aventura que o arrastará por todo o mundo. Um mundo oculto. Um mundo perigoso. Um mundo em que somente os anjos sobrevivem.
Eu não conhecia a Editora Verve e ela tem a como proposta a função de "revelar novos talentos e trabalhar potencias regionais, a Editora Verve tem  se destacado no cenário editorial,  buscando inovação e uma relação de  transparente  com o público leitor, com os escritores e com livrarias". Nada mais justo, acredito que esteja cada dia mais difícil lançar um livro em uma editora que acredite no potencial do escritor. Falando em escritor, visite nossa página de parceria com eles e conheça mais de Ricardo Reys. Quase me esqueci, a qualidade do livro é sensacional e a página é grossa e tem textura, sabe? Daqueles que dá gosto ler. E a diagramação é perfeita.

Mas antes de ir embora, olha só o que eu preparei pra vocês. Durante a leitura pensei em uma forma de ilustrar como um anjo seria e cheguei a essa conclusão: Pra vocês, New, de Matrix; Agent 47, de Hitman e a peça chave que todo espião tem que possuir como assinatura: uma arma. No nosso, lá da mãe Rússia, a Tokarev TT-33 criada por Fiódor Tokarev. E clicando aqui, você pode conferir imagens em alta resolução da arma.
E em contrapartida, o que o anjo enfrenta na sua última missão:
Em ordem da esquerda para direita, o clássico F-22b, também conhecido como Raptor, o helicóptero Bell que não foi especificado, o monstruoso CH-53D, o Supersônico IAI SuperKfir e as metralhadoras, tipo Rambo, LW50MGV e NegevK, além é claro de supersoldados russos.
É isso aí!
Leia mais rese/
A casa explode.
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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