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Cinema | Crítica: The Kings of Summer

15 de out de 2013
SIM! É a primeira do blog.
The Kings of Summer, peguei pra assistir sem nenhuma pretensão e adorei o filme. A história é centrada em três amigos Joe (Nick Robinson), Patrick (Gabriel Basso) e Biaggio (Moises Arias) que decidem fugir de casa, dois deles devido a pressão dos pais e o terceiro, só porque ele é doidão mesmo. Eles vão para a floresta e constroem uma cabana onde irão se esconder do mundo.

Em síntese, o filme é só isso, pessoas na floresta. Mas eles começam a enfrentar adversidades e como adolescentes estão descobrindo coisas sobre a vida. A fuga é para os garotos a missão de tornarem-se homens. Viverem por si e caçarem a própria comida, serem independentes dos pais. O pai de Joe é do tipo que sente prazer em encher o saco do filho e os de Patrick super controladores. A fuga simplesmente acontece, porque não dá mais para aguentar a forma como eles vivem. Biaggio apenas aparece e é uma espécie de mistério e válvula de escape durante todo o filme. Ele é engraçadíssimo.

Como adolescentes, claro, existiria uma garota. Aqui temos devaneios sobre o amor e como as coisas acontecem da forma que não esperamos que elas aconteçam. No fim a amizade sempre será mais importante, essa é a principal mensagem do filme. Não devemos abandonar nossos amigos. O estopim da fuga é a pressão dos pais e depois de algum tempo desaparecidos, os pais percebem que erraram com os filhos, essa é a segunda mensagem e a última é que pais também podem errar. Além da grande aventura que o filme é, ele também torna-se uma estrada para o
autoconhecimento, transformação e a redenção.

A trilha sonora e a fotografia estão de parabéns, somam sons ambientes e músicas a imagens de tirar o fogo em panorâmicas inesperadas. Você está assistindo tranquilamente quando BAM! Aquela imagem de um campo se abre a sua frente. O filme acertou quando fez da sua página oficial um Tumblr, onde você pode ver tanto informações, imagens e pôsteres minimalistas do filme.
Essa história de viagem, amizade, isolamento e independência é muito recorrente no cinema, o filme foi comparado a Stand By Me (1986) que é outro monstro do gênero e ao meu ver, seria uma espécie de Into The Wild com adolescentes. O filme também é cheio de referências e como adoro isso vou falar algumas aqui:
- Em uma das cenas a galera joga o clássico Street Fighter 2 em um SNES.
- Temos uma referência a Beowulf
- E em questão de enigmas citaram Zodíaco, o filme, mas que também é livro.
- E, incrivelmente, nosso protagonista tem um Motorola V3
- A música que toca no começo é Cowboy Song do Thin Lizzy

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Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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