Especial | 30 coisas para se aprender com os Roteiristas de Breaking Bad | Bang Bang Escrevi

Especial | 30 coisas para se aprender com os Roteiristas de Breaking Bad

2 de mar de 2014
A galera do Collider preparou essa lista já tem um tempão, eu que fiquei enrolando e atarefado com alguns coisas da faculdade e só pude terminar de traduzir semana passada, então aprendam com os roteiristas de Breaking Bad que às vezes é melhor ter uma greve de roteiristas a deixar o personagem morrer.
1. Mime Pays, Filme estudante de Vince Gilligan, onde um bando de palhaços sequestra um mimico que está entrando em seu território. "Foi cerca de doze minutos de duração", disse Gilligan. "Deveria ter uns dois anos e meio."

2. Greve dos roteiristas podem ter salvo Breaking Bad em alguns aspectos. O plano original era para a primeira temporada terminar com um estrondo real. Gomez seria fuzilado e veria Walter com Tuco pouco antes de entrar em coma deixando para Walter a tarefa de garantir que o agente da DEA permanecesse dormindo.

3. Alternativamente, a primeira temporada ia acabar com Walter correndo rua abaixo, coberto de sangue, com sirene da polícia atrás dele.

4. Outra alternativa para o final da primeira temporada, envolvia Tuco encenar uma invasão de domicílio no clã de White. "Nós íamos deixar tudo para o campo", disse Gilligan.

5. Raymond Cruz (Tuco) foi originalmente concebido como o 'Big Bad' da segunda temporada, mas teve de ser deixado de lado por causa de um compromisso pré-existente com a TNT em The Closer.

6. O cronograma era tão apertado para Cruz no início da segunda temporada que toda a produção teve que se sacrificar de modo a acomodá-lo. A agenda de Cruz exigiu que eles invertem-se os episódios dois e cinco. Isso causou grandes dores de cabeça na sala dos escritores.

7. Contrariamente à crença popular, a segunda temporada não foi completamente escrita antes que a produção começasse. Na verdade, os principais elementos próximas a época do encerramento ainda não estavam decididos.

8. Gilligan compara Breaking Bad a Gunsmoke, comentando que nunca há consequências no último e que o personagem nunca senti nenhuma culpa ou turbulência ao longo dos inúmeros homens que ele matou.

9. "Se eu tivesse tempo para escrever cada episódio de Breaking Bad, teria sido um show muito mais pobre", disse Gilligan de sua equipe de roteiristas.

10. A sala de escritores discutia constantemente as motivações de Walt. "Por que Walt não pode apenas puxar uma arma e atirar no cara", perguntou Gould. A razão era sempre de que Walt nem sequer possuia uma arma. Muitas vezes, os escritores iriam desenvolver uma ideia para um grande lance de bola parada para Walter e depois descobrir que levaria muito mais episódios para configurá-lo do que o previsto.


11. Embora os escritores em geral chegassem a uma conclusão em grupo, houve alguns momentos em que foi dividida. Hutchinson e Walley-Beckett eram contra Lydia tendo espetáculos inadequados.

12. Gilligan foi o único escritor contra matar Mike. Um fato que Gilligan parece não se lembrar.

13. Gilligan finalmente disse para Jonathan Banks (Mike) sobre a vinda da morte de seu personagem enquanto participava de festa de noivado de Aaron Paul.

14. A sala dos escritres foi muito colaborativa, no geral, porque isso significava fazer as coisas certo da primeira vez. "Eu odeio reescrever", disse Gilligan.

15. Durante a primeira temporada, os três escritores pessoais saíram para Albuquerque para trabalhar em um episódios. "Gostávamos de acompanhar Vince em torno do set com um bloco de notas gigante", disse Gould. "Como se fossemos vendedores viajantes."

16. Bryan Cranston não sabia que Walter tinha envenenado Brock até filmar o último episódio da quarta temporada.

17. Em determinados pontos durante a execução da série, Gilligan transportou uma arma de airsoft para a sala dos escritore. "Eu nunca, realmente, mirei aquilo", disse Gilligan. "...Dispará-lo, pelo menos, não de propósito de qualquer maneira." Gould o fez levar um tiro no rosto por um dardo Nerf ao retornar de uma ida do banheiro, no entanto.

18. Mais tarde, Vince prendeu uma taxinha na frente de um dardo NERF e deu um tiro na própria coxa, só para impressionar os outros escritores.

19. Os escritores estavam cientes dos comentários na Internet sobre Skyler White e Anna Gunn, mas nunca mudaram de material por causa dos ataques, que Walley-Beckett descriveu como "mais pessoais" nas temporadas posteriores. Hutchinson observou que muitos fãs não gostaram da Skylar porque ela era um impedimento para o progresso de Walter no submundo, mas que os ataques foram "Muito sexistas". "Gus Fring também foi um impedimento para Walt...", acrescentou Gilligan.

20. Gilligan considera o momento em que Walter se encontra com o controlador de tráfego aéreo, pai de Jane, perto do final da segunda temporada como a maior coincidência do show. Todos os escritores concordam que o show contou com uma coincidência, às vezes, mas manteve a integridade, porque como Gilligan disse: "Se é ruim para o personagem, então é Kosher".

21. Ao desenvolver o cartel, os escritores eram muito, muito cuidadosos para se certificarem de que eles não estavam usando um nome que poderia ser conectado a qualquer possível grupo do mundo real.

22. Todas as tatuagens da Irmandade Ariana da quinta temporada tiveram que ser falsificadas. Aparentemente, os grupos de supremacia branca protegem suas marca registrada de forma muito agressiva.

23. A introdução original do Gus Fring (Giancarlo Esposito) foi criada em uma loja de ferragens. Depois de pedir a um de seus capangas para escolher um número entre um e trinta, Gus pegaria uma talhadeira recém-comprada e esmagaria as vértebras que correspondiam com o número.

24. Uma das coisas que Gilligan desejava e poderia ter feito ir ao ar era uma cena em que o público veria um par de óculos de sol da Oakley danificados penduradas no fundo do carro de Walter quando leva Walt Jr. Para uma lição de condução.

25. O estúdio foi, em geral, útil. Havia algumas notas ruins. "O medo não faz nada melhor", disse Gould. Felizmente, houveram algumas muito boas também, inclusive uma sugestão de usar menos música.  O primeiro corte do piloto de Vince tinha música de parede a parede, "É assim que eu fui treinado para fazê-lo na TV", disse Gilligan. "Você tem que dizer ao público como se sentir." Felizmente, uma nota de estúdio veio sugerir uma abordagem mais contida, uma que definiu o Show em grande parte.

26. Havia vários finais alternativos discutidos para a série. Um deles envolve Jesse tentando matar o Walt, apenas para se deparar com Hank em vez disso. De alguma forma, Jesse iria matar Hank enquanto Walter seria forçado a assistir através de um binóculos.

27. Outra ideia envolve Walter indo para a prisão e Jesse usando um fuzil de assalto gigante para resgatá-lo  de um ônibus blindado da prisão.

28. Ainda um outro conceito (e teoria de estimação do autor antes que a série terminasse) envolvia Marie atirando no Walter em vingança pela morte de Hank. Claro, a arma de Marie seria roxa.

29. Embora houvessem assessores técnicos, nenhum dos escritores parecia ser especialista em ciência. Gilligan citando Mamet, "Eu só tenho que escrever de forma convincente, não precisa”.

30. As palavras finais de Vince sobre a escrita:. "Mistério é bom, confusão é ruim”.

Até a próxima.
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Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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