Crítica | Hobbit: Uma Jornada Inesperada | Bang Bang Escrevi

Crítica | Hobbit: Uma Jornada Inesperada

30 de jun de 2014
Vamos começar esse post explicando algumas coisas. Primeiro, essa é uma crítica atrasadíssima e só estou fazendo-a porque em breve farei a resenha do livro "O Hobbit" e como aqui já existe a crítica de Desolação de Smaug, resolvi fazer a de "Uma Jornada Inesperada" também; segundo, não vai ser bem uma crítica, vai ser mais uma, "vamos falar de Hobbit". Terceiro, na crítica do filme do Smaug, eu disse que não era "Letrado" ou "Hiper Fã" do Tolkien, daqueles que cantam "Para além das montanhas nebulosas..." antes de dormir, porém, agora sou mais fã do que nunca, mas não vou abandonar o meu olhar de "crítico entusiasta das mudanças em adaptações que fazem toda a diferença e acrescentam mais do que destorem a história". Pra sentir a diferença do tipo de resenha é só ler a crítica do Desolação de Smaug e a da Menina que roubava livros, um eu adorei as mudanças e no outro detestei, e em ambas explico os motivos, mas deixa de papo e vamos lá.

Logo de cara, vamos falar da cena de abertura... Acho, porque tive uma enorme impressão de que a introdução é a mesma do filme "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", a mesma com alguns nuances e tenho quase certeza que a última cena vai ser o Bilbo colocando o anel na festa, que antecede a jornada do Frodo. Puro achismo.

Claro, que existem várias alterações da história e todas elas muito bem feitas, no livro você tem a impressão de que as coisas acontecem por simplesmente acontecer, no filme a galera do roteiro sempre busca um motivo para tal ação. Como na cena das águias, no livro ela simplesmente acontece porque o Senhor das Águias não gosta dos Orcs e vigiava o movimento deles, já no filme tem todo o drama do Gandalf sussurrando para uma borboleta, depois ela retornando e em seguida as águias. Ponto positivo também para a representação da batalha de moira, que não recebe muito destaque no livro, no filme isso tem um papel importantíssimo, que é a criação de um vilão a ser superado, nesse caso o Azog. O mesmo para o Radagast, que só é levemente mencionado, mas ganha um papel importante no filme. Além, é claro da presença da Galadriel ♥.

O que os manos do roteiro sempre se preocupam é se a alteração vai levar até onde esperamos, nada acontece por acaso, e quando o acaso vem ou surge aquela alteração mais grave no roteiro, ela leva pro mesmo desfecho original, o do livro é óbvio. Por exemplo, no livro o Bilbo também é capturado nas montanhas pelos Orcs, e só se perde depois que Gandalf chega e eles estão fugindo pelos túneis, no filme ele não é capturado, mas é visto por um Orc, o que causa a sua queda, e então ele encontra o Gollum e aí segue a história. Os roteiristas, tanto diminuem a história quanto a aumentam, o caso da briga dos gigantes que é apenas acompanhada de longe no livro e no filme eles estão nas pernas de um gigante. Como Gandalf diz no começo do filme, "toda boa história, deve ser embelezada", ou algo assim.

Como eu disse em Desolação de Smaug, eles estão buscando os motivos que fundamentem o começo de Senhor dos Anéis. Pra que você possa terminar de assistir o "Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos" já emendando em "Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel". Porque por trás do pano de fundo da retomada de Erebor estão todos vigiando os acontecimentos obscuros que rondam Terra-média, o que no livro não é tão marcante. Depois da resenha do livro vou voltar a falar de Hobbit, dessa vez, dizendo o que espero do próximo filme. Até lá pessoal e divirtam-se.

Vocês também podem gostar de:
Por que "Hobbit: Lá e de Volta Outra vez" virou "Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos"
- Crítica | Hobbit: A Desolação de Smaug
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

Comentários
0 Comentários
Deixe seu comentário
Postar um comentário

 
Bang Bang Escrevi | Todo conteúdo está sob a proteção da licença Creative Commons 3.0.