Resenha | A Manhã do Barão, Ipojuca Pontes | Bang Bang Escrevi

Resenha | A Manhã do Barão, Ipojuca Pontes

21 de ago de 2014
Título: A Manhã do Barão
Autor: Ipojuca Pontes
I.S.B.N.: 9788577190270
Altura: 21 cm.
Largura: 14 cm.
Profundidade: 0,9 cm.
Acabamento : Brochura
Editora: A Girafa
Número de Paginas : 104
Avaliação:


Olá, meus caros! Hoje a resenha vai ser um pouco diferente, porque o tempo está curto, então deixa de lenga-lenga e vamos a ilustríssima, Manhã do Barão.

O livro é minúsculo, perto do que sou acostumado ler, vide Guerra dos Tronos, porém é divertidíssimo. O livro narra a história da vida do Barão de Itararé, fundador do jornal A Manhã e como ele influenciou e fez piadas da política brasileira desde o seu surgimento. O livro, na verdade, é um monólogo de teatro, escrito por Ipojuca Pontes, sobre a vida de Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão, e a sua relação com a política e a sua crítica férrea ao regime de Vargas. 

O livro em si é cheio de anedotas da vida do Barão e flui naturalmente, por ser uma peça o livro é recheado com elementos do teatro, transições criações de cena e figurinos, usa elementos de outras mídias, como apresentações de slides com fotos, que para nós, humildes leitores, ficam no imaginário. 

Outra coisa que o monólogo ressalta e essa é a sua tese, que também é a do Barão, através do A Manhã, é o uso da comédia para atingir outras camadas da sociedade, que não estavam acostumadas com o linguajar culto da época e eram levadas no papo por qualquer político que falava difícil, assim a prole, ganha com a Manhã uma forma simples de ver o que realmente estava acontecendo no Brasil e, assim como hoje a internet não perdoa, naquela época uma piada tirava um governo ou levava o editor ao pau-de-arara.

Comprei o livro em um mini feira literária onde paguei a bagatela de R$ 2,50 se levar em consideração que a promoção era de 4 livros por R$ 10,00. E aqui vem uma novidade, não é papel pólen, e sim chamois 80g, que tem um toque mais aveludado que o pólen, que é até áspero as vezes, e a sua coloração é mais puxada para o branco com um fundo esverdeado quase imperceptível, quase. Ui, sou um sommelier de papel, agora eu vi. O livro é da "A Girafa". Fechou.

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Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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