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Crítica | Person of Interest, 4ª temporada

10 de mai de 2015
Aí amigos, estou até emocionado. Gostaria de me expressar mais abertamente sobre essa série sensacional onde máquinas e homens se enfrentam, Maquinas e Maquinas se degladiam, gente morre, tristeza absoluta, essa temporada foi de fortes emoções. Obrigado CBS, Finch, Machine, Reese por tantos momentos de alegria e de tristeza e com orgulho esperamos a 5ª temporada. Ah vá!

Bom, deixando o emocional de lado, e pensando bem, acho que nunca fiz uma crítica de final de temporada de Person of Interest aqui, porém, está é uma das minhas séries preferidas, uma das primeiras que assisti quando procurava mares novos e me graduava totalmente em ser um Couch Potato, ou Seriesfreak.

A síntese da série está na abertura. O governo possui uma Máquina (Machine) - uma IA, inteligência Artificial - que te espia de todos os modos possíveis, o principal objetivo dela é impedir atos terroristas, o que faz com que crimes normais, sejam deixados de lado, devido a isso Finch, o criador da Máquina e Reese, os músculos, ajudam as demais pessoas, que podem ser vítimas ou criminosos, através dos números de CPF que a máquina fornece para eles. Só que de lá para cá, a porra ficou séria, pois surgiu uma nova IA na parada, que pode ser controlada pelo homem, esqueci de dizer, a Máquina é totalmente independente e não é aberta a comandos exteriores, para quem manja dos paranauês, ela não possui uma interface. Ou seja, a nova IA, o Samaritano, pode marcar pessoas e procurá-las, ela não serve apenas como defesa, mas também como ataque, inclusive, ela marcou a Máquina, nessa quarta temporada.

Aqui começa a resenha e uma dos maiores dilemas da série/época, até onde é possível confiar em uma máquina, que se baseia em decisões lógicas, para tomar conta de seres humanos? A Máquina do Finch, foi ensinada a pensar como humano, mas ainda assim é um aglomerado de 0 e 1, que toma decisões, que evolui e se desenvolve. Em contrapartida, o Samaritano é um canhão em cima de um Kart, que pode muito bem fazer o mal quanto o bem, dependendo de quem o controla, nos levando para o paradigma do homem que foi corrompido pelo seu meio e agora corrompe o meio em que está, vish filósofo. Mas não para por aí.

Como se não fosse suficiente ter duas Inteligências Artificiais brigando entre si, no pano de fundo estão agências de espionagem do governo, dois mafiosos que lutam com afinco para tomar o controle da cidade e, como se não bastasse, um grupo de cyberhackers começou a sacar que existe algo sendo feito por máquinas e não por seres humanos, atrás de todos os eventos que vinham ocorrendo.

No meio de toda essa maçaroca, encontram-se oficiais da polícia, uma bela e ruiva psicóloga, espiões, contra-espiões, e claro, muita gente querendo praticar um crime ou ser vítima de um. Person of Interest em si, é uma série de repetição, aquele tipo de série que o roteiro só importa para que assiste assiduamente, pois você pode muito bem assistir qualquer episódio que vai entender o que acontece. Porém, nessa temporada, para quem está lá toda a terça para acompanhar mais uma aventura, a história foi diferente, eles juntaram coisas da temporada inteira, que foram úteis nos últimos momentos, e amigos, que coisa linda. A devoção e todo o resto.

No ápice dos acontecimentos temos uma estrita relação da Máquina com o seu criador, em um "diálogo" sensacional, além do nosso homem músculo ter aflorado um lado rambo disposto a morre pela missão com os dizeres "Finch, não tem outro lugar aonde eu queira estar"! UUUUUUUUOU! (L) Séloko Cachueira!

De um modo geral, a Máquina, também "sofre" com os acontecimentos e ganha breves momentos de "consciência", o que torna tudo delicadamente lindo, até baixar a Skynet, aí já era, mas isso não acontece, não ainda pelo menos. Essa consciência da Máquina, no leva a novo patamares e nos deixa ansiosos para o que vem por aí. Ainda não temos um parecer sobre a renovação da série, mas acredito que aconteça.

Não posso ir embora, sem mencionar a querida Sameen, ou Shaw para os íntimos, que revela um lado bissexual e sensível que é uma das melhores surpresas dessa quarta temporada, além é claro de um episódio quase especial sobre o John e a Carter que nos deixa em estado de nostalgia e das loucuras da ROot, por que mano, aquela mina é louca de pedra. Agora deu, a crítica ficou grande demais, nem falei direito da série e fiquei discutindo problemas do mundo moderno.

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Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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