Crítica | Dragon Ball Z - O Renascimento de Freeza | Bang Bang Escrevi

Crítica | Dragon Ball Z - O Renascimento de Freeza

29 de jun de 2015
É pessoal, visitei a infância e voltei!! Doideira.

Antes de mais nada, confesso que procrastinei para assistir ao filme anterior, DBZ - A Batalha dos Deuses, estava relutante com a minha infância, de voltar ao mundo de Dragon Ball, relembrar o 11 de Setembro em que o mundo entrava em colapso e eu só queria ver mais um episódio, depois de uma cansativa manhã na escola. É... Os tempos mudaram, mas o Dragon Ball permaneceu.

Vai! Vamos lá!

O céu resplandece
Ao meu redor (ao meu redor)
Vou voar e as estrelas
Brilham entre as nuvens sem fim
Só a verdade vai cruzar
Pelo céu azul (pelo céu azul)
E a verdade vai crescer dentro de mim

Como um vulcão que entra em erupção
Sua lava vai espalhar
Verá toda a fúria do dragão

Chala Head Chala

O filme está longe de ser uma obra prima, mas é divertido como deve ser. É mais uma experiência nostálgica do que crítica. Ele emana infância, os personagens continuam bobões e cômicos, velhas amizades retornam e velhas brigas também. Assim como algumas piadas internas, como deixar o Yancha de fora da batalha porque é perigoso pra ele. E a mancada de ausentar o Trunks e o Goten!

Acho que me empolguei tanto vendo o filme que mal reparei em coisas para avaliar, mas não tem muito o que avaliar em uma animação em 2D, com alguns Takes em CGI. A história em si, deixou de ser o caminho do herói desde o filme anterior, onde o protagonista apanha, apanha e apanha, pra depois revidar em uma reviravolta revigorante. A verdade é que o vilão está lá pra apanhar. Talvez isso mostre um pouco da inteligência do Toriyama de criar um personagem Fodão, na verdade dois, tem o Vegeta também, e possivelmente o Bills, deus da destruição no filme anterior, que pode vir a se tornar um aliado.

Achei forçadas essas novas transformações, qual a necessidade? Deu a impressão que aqueles bonequinhos piratas que vendiam na feira não eram piratas.

Essa trama recheada de personagens invencíveis é um momento de nostalgia e religamento dos fãs, que esperavam ver essa evolução no filme, pelo que parece, tudo que veio depois de Dragon Ball Z pode ser considerado inútil. Estamos tendo um reboot juntando esses dois filmes, como uma espécie de introdução de Dragon Ball Super, temos o sentimento de retorno, de que agora estamos prontos para mais uma aventura, que essa nova série, sim, vai ter o caminho do herói. Pelo meu ver, o Goku e sua turma vão tomar uma surra violenta antes de virar o jogo.

Todos esses fatores, formam um conjunto, o que dificulta a análise separada de um ou outro filme, porque o sentimento é de "tá, e daí? e agora o que vai acontecer?". Pra mim o filme foi apenas nostálgico, com todos os personagens lançando os poderes mais conhecidos, relembrando os fãs do que DBZ é feito, violência e testosterona, porém não é aquele filme que choca, que deixa a pessoa letárgica por alguns momentos, é muito divertido e empolgante em alguns momentos, admito, mas só isso.

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Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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